A doença de Alzheimer (DA) é caracterizada por uma degeneração progressiva dos neurónios, o que conduz a um declínio cognitivo severo. A patofisiologia da doença inclui a presença de duas proteínas – beta amiloides e proteína tau – agregadas em placas insolúveis e novelos neurofibrilares. Várias alterações metabólicas crónicas estão associadas com uma maior incidência de DA: hiperglicemia (tal como na diabetes), glicação e stress oxidativo. Uma vez que não existem tratamentos eficazes para prevenir ou atenuar significativamente a doença de Alzheimer e demências relacionadas (DADR) será necessário identificar fatores de risco modificáveis que possam diminuir o risco de DADR, entre os quais a dieta poderá ser importante .  Por exemplo, a dieta Mediterrânica, um padrão alimentar de base vegetal que privilegia vegetais e frutos, tem o potencial de diminuir o risco de declínio cognitivo e DADR .

Parte dos benefícios destes alimentos devem-se à presença de uma classe de fitoquímicos chamados flavonoides, os quais encontram-se em abundância em alimentos vegetais e bebidas como frutos, vegetais, leguminosas, cacau e chá. Os flavonoides estão divididos em 6 subclasses de acordo com a sua composição química: flavonóis, flavanóis, flavanonas, flavonas, antocianinas e isoflavonas . Vários estudos epidemiológicos, pré-clínicos e clínicos têm mostrado benefícios para a saúde destes fitoquímicos pelas suas propriedades antioxidantes, antiangiogénicas e anti-inflamatórias. Além disso poderão ser protetores para a saúde cardiovascular ao melhorar a função endotelial .

Alguns estudos em humanos de curta duração sugerem que alimentos ricos em flavonoides como cacau, mirtilos e laranja poderão ter efeitos benéficos na memória, atenção e função executiva. No entanto, esses resultados não podem ser extrapolados para o risco de DADR .

Um estudo prospetivo (Framingham Heart Study) que acompanhou 2801 participantes ao longo de quase 20 anos que procurou analisar a relação entre a ingestão de flavonoides na alimentação e o risco de DADR chegou aos seguintes resultados :

  • Uma ingestão elevada de flavonóis (ex.: maçãs, peras, cacau e chá) esteve associada a um risco 46% inferior de DADR;
  • Uma ingestão elevada de antocianinas (ex.: mirtilos, morangos e uvas pretas) esteve associada a um risco 76% inferior de DADR;
  • Uma ingestão elevada de polímeros de flavonoides (ex.: maçãs, pêras e chá) esteve associada a um risco 42% inferior de DADR;
  • A associação foi semelhante para o risco de DA, com exceção dos polímeros de flavonoides.

Neste estudo, uma ingestão elevada de flavonoides foi o equivalente a cerca de 7 ½ chávenas de mirtilos ou morangos (antocianinas) por mês, 8 maçãs e pêras por mês (flavonóis) e 19 chávenas de chá por mês (polímeros de flavonoides). O estudo concluiu que a ingestão elevada a longo prazo de flavonoides poderá diminuir o risco de doença de Alzheimer e demências relacionadas, reforçando a importância da dieta para o risco dessas doenças.

Um dos mecanismos que poderá contribuir para o desenvolvimento da DA pode ser a formação de produtos de glicação avançada (AGEs). Os AGEs são compostos formados pela reação não-enzimática entre moléculas de açúcar e proteínas como a lisina ou a arginina. No corpo, a formação de AGEs dá-se em condições de hiperglicemia e/ou stress oxidativo. Os AGEs são formados continuamente no organismo, mas se existirem em grandes concentrações podem tornar-se patológicos.

Um estudo mostrou que nas etapas iniciais da DA, a glicação danifica uma proteína chamada fator inibitório de migração dos macrófagos (MIF), a qual tem um papel importante na resposta imunitária, regulação da insulina, stress oxidativo e controlo dos níveis de glicose. Depois de glicada, a MIF já não consegue estimular as células da glia, cujo papel passa por prevenir a acumulação de proteínas prejudiciais no cérebro. Enquanto a DA progride, a glicação da MIF aumenta, o que contribui para mais danos neuronais. Estas descobertas sugerem que a MIF possa ser a ligação molecular entre os níveis elevados de glicose, diabetes e doença de Alzheimer .

Embora uma dieta rica em alimentos e bebidas açucaradas possa contribuir para o desenvolvimento da DA, substituir esses produtos por outros com adoçantes artificiais poderá não oferecer vantagem. Um estudo que incluiu 4372 participantes, mostrou que aqueles que beberam pelo menos um refrigerante com adoçantes artificiais por dia tiveram um risco quase três vezes superior de desenvolver demência e AVC :

  • Consumo superior de refrigerantes com adoçantes artificiais esteve associado a um risco 196% superior de AVC e um risco 189% superior de doença de Alzheimer.

Além dos AGEs se formarem em condições de excesso de açúcar no sangue, estão também naturalmente presentes em alimentos de origem animal crus. Alimentos de origem animal, ricos em proteína e gordura são naturalmente ricos em AGEs e produzem novos AGEs quando cozinhados. Os alimentos com menor concentração de AGEs são os vegetais, frutos, leguminosas, cereais integrais e leite, exceto quando cozinhados com gordura. Por ordem, os alimentos com maior concentração de AGEs depois de cozinhados são: carne de vaca, queijos, aves, porco, peixe e ovos. Os queijos gordos, mesmo quando não cozinhados, contêm grandes concentrações de AGEs. Uma dieta rica em AGEs é abundante em carnes, laticínios gordos e alimentos processados. Por outro lado, uma dieta pobre em AGEs tem abundância de vegetais, frutos, leguminosas, cereais integrais .

Outros estudos têm mostrado os benefícios de uma alimentação rica em flavonoides. Um estudo prospetivo que acompanhou 53048 participantes ao longo de 23 anos, procurou identificar a relação entre o consumo de flavonoides e o risco de mortalidade por todas as causas, doença cardiovascular e cancro. Alguns resultados do estudo :

  • Os participantes que ingeriram cerca de 500 mg por dia de flavonoides tiveram o risco mais baixo (17%) de mortalidade total. Acima dessas quantidades não se observaram efeitos;
  • Para a mortalidade por doença cardiovascular o risco mais baixo (9%) observou-se com uma ingestão de 500 mg por dia de flavonoides;
  • Para a mortalidade por cancro o risco mais baixo (14%) observou-se com uma ingestão de 1000 mg por dia de flavonoides;
  • Os efeitos protetores dos flavonoides foram mais expressivos no caso daqueles que têm maior risco de doenças crónicas por fumarem ou beberem mais do que duas bebidas alcoólicas por dia.

Uma chávena de chá, uma maçã, uma laranja, 100 g de mirtilos e 100 g de brócolos seriam necessários para obtermos cerca de 500 mg de flavonoides, pelo que estas quantidades são facilmente obtidas através da alimentação. O estudo conclui que aumentar a ingestão de alimentos ricos em flavonoides poderá ser útil na diminuição da mortalidade, especialmente entre fumadores e consumidores de álcool .

Uma meta-análise a 22 estudos prospetivos mostrou que uma ingestão elevada de flavonoides esteve associada a uma diminuição de 26% no risco de mortalidade .

Uma meta-análise a 12 estudos mostrou que uma ingestão elevada de flavonóis esteve associada a uma diminuição de 20% no risco de cancro do colon e uma ingestão elevada de flavonas esteve associada a uma diminuição de 18% no risco de cancro retal .

Uma meta-análise a 7 estudos mostrou que uma ingestão elevada de antocianinas esteve associada a uma diminuição de 40% no risco de cancro do esófago, uma ingestão elevada de flavonas esteve associada a uma diminuição de 22% no risco de cancro do esófago e uma ingestão elevada de flavanonas esteve associada a uma diminuição de 35% no risco de cancro do esófago .

Uma meta-análise a 32 estudos mostrou que uma ingestão elevada de flavonoides esteve associada a uma diminuição de 18% no risco de cancro do ovário .

Uma meta-análise a 14 estudos prospetivos mostrou que uma ingestão elevada de flavonoides esteve associada a uma diminuição do risco de doenças cardiovasculares .

Um estudo prospetivo com 2037 participantes acompanhados ao longo de 15 anos mostrou que uma dieta rica em flavonoides, especialmente laranjas, poderá diminuir o risco de degeneração macular. Consumir 1 ou mais laranjas por dia esteve associado a uma diminuição de 61% no risco de degeneração macular .

A maioria dos flavonoides resiste bem ao calor e chega ao intestino delgado intacto, onde são absorvidos. As bactérias que colonizam o cólon são também importantes no metabolismo e absorção dos flavonoides. Em geral, estes fitoquímicos têm uma biodisponibilidade baixa devido a uma absorção limitada e eliminação rápida. Os flavonoides interferem com a absorção do ferro não-heme. Chá ou cacau não devem ser consumidos com a refeição, podendo inibir a absorção de ferro até 70%. Além disso, as proteínas do leite poderão diminuir a absorção de flavonoides do cacau ou do chá, podendo por exemplo diminuir a sua capacidade antioxidante e anular os benefícios cardiovasculares dos flavonoides presentes no chá .

Alguns exemplos de alimentos ricos em flavonoides específicos:

  • Antocianinas: Frutos silvestres, tais como amoras, framboesas, mirtilos ou morangos; uva preta;
  • Flavanóis (flavan-3-ols): chás (em particular o chá verde), cacau, uvas, frutos vermelhos, maçãs, maçãs, frutos vermelhos, uvas pretas;
  • Flavanonas: citrinos, tais como laranja, toranja ou limão;
  • Flavonóis: cebolas amarelas, couve, brócolos, maçãs, frutos vermelhos, chás, etc.;
  • Flavonas: salsa, tomilho, aipo, malaguetas;
  • Isoflavonas: feijão de soja, alimentos à base de soja, leguminosas.

Uma dieta de base vegetal variada e colorida acompanhada de chá (longe da refeição para não inibir a absorção de ferro), é uma das melhores maneiras de aumentarmos a ingestão de flavonoides (e muitas outras coisas).

Referências:

1.
Williamson G, Kay CD, Crozier A. The Bioavailability, Transport, and Bioactivity of Dietary Flavonoids: A Review from a Historical Perspective. Comprehensive Reviews in Food Science and Food Safety [Internet]. 2018 [cited 2020 May 9];17(5):1054–112. Available from: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/1541-4337.12351
1.
Bondonno NP, Lewis JR, Blekkenhorst LC, Bondonno CP, Shin JH, Croft KD, et al. Association of flavonoids and flavonoid-rich foods with all-cause mortality: The Blue Mountains Eye Study. Clinical Nutrition [Internet]. 2020 Jan 1 [cited 2020 May 9];39(1):141–50. Available from: https://www.clinicalnutritionjournal.com/article/S0261-5614(19)30006-8/abstract
1.
Carocho M, Ferreira I. The Role of Phenolic Compounds in the Fight against Cancer – A Review. ACAMC [Internet]. 2013 Sep 1 [cited 2020 May 9];13(8):1236–58. Available from: http://www.eurekaselect.com/openurl/content.php?genre=article&issn=1871-5206&volume=13&issue=8&spage=1236
1.
Bondonno CP, Croft KD, Ward N, Considine MJ, Hodgson JM. Dietary flavonoids and nitrate: effects on nitric oxide and vascular function. Nutr Rev [Internet]. 2015 Apr 1 [cited 2020 May 9];73(4):216–35. Available from: https://academic.oup.com/nutritionreviews/article/73/4/216/1817794
1.
Lamport DJ, Pal D, Macready AL, Barbosa-Boucas S, Fletcher JM, Williams CM, et al. The effects of flavanone-rich citrus juice on cognitive function and cerebral blood flow: an acute, randomised, placebo-controlled cross-over trial in healthy, young adults. Br J Nutr. 2016 Dec;116(12):2160–8.
1.
Alharbi MH, Lamport DJ, Dodd GF, Saunders C, Harkness L, Butler LT, et al. Flavonoid-rich orange juice is associated with acute improvements in cognitive function in healthy middle-aged males. Eur J Nutr. 2016 Sep;55(6):2021–9.
1.
Barfoot KL, May G, Lamport DJ, Ricketts J, Riddell PM, Williams CM. The effects of acute wild blueberry supplementation on the cognition of 7-10-year-old schoolchildren. Eur J Nutr. 2019 Oct;58(7):2911–20.
1.
Whyte AR, Williams CM. Effects of a single dose of a flavonoid-rich blueberry drink on memory in 8 to 10 y old children. Nutrition. 2015 Mar;31(3):531–4.
1.
Field DT, Williams CM, Butler LT. Consumption of cocoa flavanols results in an acute improvement in visual and cognitive functions. Physiol Behav. 2011 Jun 1;103(3–4):255–60.
1.
Scholey AB, French SJ, Morris PJ, Kennedy DO, Milne AL, Haskell CF. Consumption of cocoa flavanols results in acute improvements in mood and cognitive performance during sustained mental effort. J Psychopharmacol (Oxford). 2010 Oct;24(10):1505–14.
1.
Panche AN, Diwan AD, Chandra SR. Flavonoids: an overview. J Nutr Sci. 2016;5:e47.
1.
Kozłowska A, Szostak-Wegierek D. Flavonoids--food sources and health benefits. Rocz Panstw Zakl Hig. 2014;65(2):79–85.
1.
Petersson SD, Philippou E. Mediterranean Diet, Cognitive Function, and Dementia: A Systematic Review of the Evidence. Adv Nutr. 2016;7(5):889–904.
1.
Berti V, Walters M, Sterling J, Quinn CG, Logue M, Andrews R, et al. Mediterranean diet and 3-year Alzheimer brain biomarker changes in middle-aged adults. Neurology. 2018 15;90(20):e1789–98.
1.
Anastasiou CA, Yannakoulia M, Kosmidis MH, Dardiotis E, Hadjigeorgiou GM, Sakka P, et al. Mediterranean diet and cognitive health: Initial results from the Hellenic Longitudinal Investigation of Ageing and Diet. PLoS ONE. 2017;12(8):e0182048.
1.
Safouris A, Tsivgoulis G, Sergentanis TN, Psaltopoulou T. Mediterranean Diet and Risk of Dementia. Curr Alzheimer Res. 2015;12(8):736–44.
1.
Hu N, Yu J-T, Tan L, Wang Y-L, Sun L, Tan L. Nutrition and the risk of Alzheimer’s disease. Biomed Res Int. 2013;2013:524820.
1.
Rakesh G, Szabo ST, Alexopoulos GS, Zannas AS. Strategies for dementia prevention: latest evidence and implications. Ther Adv Chronic Dis. 2017 Aug;8(8–9):121–36.
1.
Hua X, Yu L, You R, Yang Y, Liao J, Chen D, et al. Association among Dietary Flavonoids, Flavonoid Subclasses and Ovarian Cancer Risk: A Meta-Analysis. PLoS ONE. 2016;11(3):e0151134.
1.
Shishtar E, Rogers GT, Blumberg JB, Au R, Jacques PF. Long-term dietary flavonoid intake and risk of Alzheimer disease and related dementias in the Framingham Offspring Cohort. Am J Clin Nutr [Internet]. [cited 2020 May 6]; Available from: https://academic.oup.com/ajcn/advance-article/doi/10.1093/ajcn/nqaa079/5823790
1.
Dighe S, Zhao J, Steffen L, Mares JA, Meuer SM, Klein BEK, et al. Diet patterns and the incidence of age-related macular degeneration in the Atherosclerosis Risk in Communities (ARIC) study. British Journal of Ophthalmology [Internet]. 2019 Dec 6 [cited 2019 Dec 16]; Available from: https://bjo.bmj.com/content/early/2019/12/06/bjophthalmol-2019-314813
1.
Bondonno NP, Dalgaard F, Kyrø C, Murray K, Bondonno CP, Lewis JR, et al. Flavonoid intake is associated with lower mortality in the Danish Diet Cancer and Health Cohort. Nat Commun [Internet]. 2019 Aug 13 [cited 2019 Aug 15];10(1):1–10. Available from: https://www.nature.com/articles/s41467-019-11622-x
1.
Lorenz M, Jochmann N, von Krosigk A, Martus P, Baumann G, Stangl K, et al. Addition of milk prevents vascular protective effects of tea. Eur Heart J. 2007 Jan;28(2):219–23.
1.
Xiao J, Mao F, Yang F, Zhao Y, Zhang C, Yamamoto K. Interaction of dietary polyphenols with bovine milk proteins: molecular structure-affinity relationship and influencing bioactivity aspects. Mol Nutr Food Res. 2011 Nov;55(11):1637–45.
1.
Gonzales GB, Smagghe G, Grootaert C, Zotti M, Raes K, Van Camp J. Flavonoid interactions during digestion, absorption, distribution and metabolism: a sequential structure-activity/property relationship-based approach in the study of bioavailability and bioactivity. Drug Metab Rev. 2015 May;47(2):175–90.
1.
Cui L, Liu X, Tian Y, Xie C, Li Q, Cui H, et al. Flavonoids, Flavonoid Subclasses, and Esophageal Cancer Risk: A Meta-Analysis of Epidemiologic Studies. Nutrients [Internet]. 2016 Jun 8 [cited 2018 Nov 20];8(6). Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4924191/
1.
Grosso G, Micek A, Godos J, Pajak A, Sciacca S, Galvano F, et al. Dietary Flavonoid and Lignan Intake and Mortality in Prospective Cohort Studies: Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis. Am J Epidemiol. 2017 15;185(12):1304–16.
1.
Chang H, Lei L, Zhou Y, Ye F, Zhao G. Dietary Flavonoids and the Risk of Colorectal Cancer: An Updated Meta-Analysis of Epidemiological Studies. Nutrients [Internet]. 2018 Jul 23 [cited 2018 Nov 20];10(7). Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6073812/
1.
Wang X, Ouyang YY, Liu J, Zhao G. Flavonoid intake and risk of CVD: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies. Br J Nutr. 2014 Jan 14;111(1):1–11.
1.
Kassaar O, Morais MP, Xu S, Adam EL, Chamberlain RC, Jenkins B, et al. Macrophage Migration Inhibitory Factor is subjected to glucose modification and oxidation in Alzheimer’s Disease. Scientific Reports [Internet]. 2017 Feb 23 [cited 2017 Dec 5];7:42874. Available from: https://www.nature.com/articles/srep42874
1.
Pase MP, Himali JJ, Beiser AS, Aparicio HJ, Satizabal CL, Vasan RS, et al. Sugar- and Artificially Sweetened Beverages and the Risks of Incident Stroke and Dementia. Stroke [Internet]. 2017 May 1 [cited 2017 May 3];48(5):1139–46. Available from: http://stroke.ahajournals.org/content/48/5/1139
1.
URIBARRI J, WOODRUFF S, GOODMAN S, CAI W, CHEN X, PYZIK R, et al. Advanced Glycation End Products in Foods and a Practical Guide to Their Reduction in the Diet. J Am Diet Assoc [Internet]. 2010 Jun [cited 2017 Mar 13];110(6):911-16.e12. Available from: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3704564/